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"É um olhar invasivo", afirma repórter da Globo sobre como mulheres são tratadas no Catar

Rota News

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

/ por Rana Marques

 Karine Alves, repórter do Grupo Globo, está trabalhando na cobertura da Copa do Mundo no Catar e revelou que tem se sentido desconfortável com os olhares dos homens no país que sedia o Mundial. 

Clique aqui para ampliar(Foto:Reprodução)

Em entrevista ao jornal O Globo, a correspondente do SporTV e da TV Globo no Catar, contou detalhes sobre a experiência no país e destacou que, entre os pontos negativos, está a forma como os homens a olham na rua.

"Muitas vezes, estamos passando na rua ou gravando, trabalhando, e nos sentimos intimidadas. É um olhar invasivo, que deixa a mulher desconfortável", revelou.

Apesar disso, Karine disse que a experiência tem sido ótima, principalmente pela 'tolerância' que observa  em algumas situações o Catar, conhecido por ser um país com regras rígidas e contra alguns direitos humanos.  

"Não sabia direito o que ia encontrar aqui. Quando cheguei, encontrei um país que, pelo menos nas áreas onde tem mais turistas, está sendo bem tolerante. Não chego a sentir medo, mas fico mais alerta, cautelosa. Até para respeitar a cultura também, que é totalmente diferente da nossa, e compreender até onde vai o nosso limite para não desrespeitar o próximo", contou ao jornal. 

"Nós, mulheres, estamos ocupando um lugar que já deveríamos ter ocupado há muito tempo. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, a gente tem arbitragem feminina e uma brasileira como assistente. Então é algo que eu, como mulher e negra, trato como uma vitória coletiva. Mas não basta apenas o número de mulheres aumentar numa cobertura de Copa do Mundo de futebol masculino. Precisamos ver mais diversidade, mais mulheres negras, mais pessoas que fujam de um antigo padrão que era exigido",  finalizou a repórter.


Portal Terra

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